quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Agridoce??? Muito doce! Melado!!!

Ontem acabei minha aula no Centro Universitário de Barra Mansa e como já tinha lecionado nos três períodos do dia, resolvi dar uma passada no show da banda Agridoce, que é um projeto paralelo da cantora Pitty e Martin (Guitarrista da Pitty [Banda]). A banda é composta por Pitty - Piano e voz, Martin - Violão, um Tecladista (que estava encarregado de fazer baixo e outros sons eletrônicos) e um percursionista., confiando que poderia ser algo bem legal e um pouquinho de rock sempre vai bem, ainda mais nesta época do ano.
Grande Erro! Que coisa horrorosa! Músicas sofríveis, lentas demais, a Pitty abordando o piano como se fosse uma guitarra rock disparando power cords na região aguda e nos fazendo sofrer nas frases pentatônicas executadas repetida e lentamente, o baixo executado pelo teclado não tinha pegada suficiente (o pior é que eu acho que essa era a intenção) e coitado do percursionista que não podia fazer nada prá melhorar o som ... ruim mesmo!!!
Coisas boas: 1 - A iluminação era muito boa, bem legal mesmo; 2 - a voz da Pitty que não estava tão esganiçada. Parece que as músicas foram feitas a dois tons abaixo do que aquelas cantadas com a banda Pitty e ficou perfeito para o tipo de som que o Agridoce possui, o que não ajudou muito pq as músicas são péssimas!
Aguentei três músicas e meia, e acho que fui um dos que mais ficou por lá ...
Sofrível!!!!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Não zoe! Isto é Bullying!

Meu filho está muito grande, tivemos que comprar novos uniformes prá ele este ano, entretanto ele chegou no carro chorando, dizendo que não voltaria mais à escola por que seus amigos "o estavam Zoando" (palavras dele), o short era pequeno e sua cueca estava para fora! Ele é um doce de criança, tem cinco anos, é grande, mas os amigos dão cascudo nele e agente diz que não pode revidar e muito menos bater primeiro, os pequenos são "brabos" e de vez em quando ele toma um esfrega, sabe como é, né?
Quando eu tinha a idade de meu filho, meu irmão, 10 anos mais velho, e seus amigos brincavam na rua a diversão deles era me atormentar, ficavam em diversos pontos da rua gritando: Neguinho, pretinho, tiçãozinho, e outros adjetivos pejorativos. Por que? Para que eu, que era dos pequenininhos, dos "brabos", corresse atrás deles com paus, pedras e o que eu achasse pela frente, eu ficava muito nervoso, até que um dia minha mãe me perguntou, "por que você está nervosinho? Você pretinho mesmo, é neguinho mesmo, é toquinho de braúna mesmo e é feinho mesmo!". Que choque! Nunca mais sofri bullying. Todos os meus amigos me chamam de "Neguinho" e eu chamo todos os meus amigos de "Neguinho", apelidos tive vários, cascudo tomei vários, me passaram pasta de dentes em retiro espiritual, me jogaram no latão de lixo (onde meu filho estuda), fui "zoado" muito e sou até hoje ... ainda não peguei esta de bullying ...
Eu concordo com a questão física, se o valentão está tentando se impor sobre o mais fraco e o intimidando, acho que é bullying, esta eu captei facil, o irmão do Ademir Correa, que ia direto prá lata de lixo no CIBA, iria processar uma galera na minha época, inclusive eu (auahuahuahahu). Agora não estou bem certo com relação à características que deveriam ser aceitas pelas pessoas que as possuem. Não sei se é preconceito chamar um negro de negrinho, deveriam chamar de que? Branquinho? Putz é uma característica minha ... sou negrinho mesmo, tenho o maior orgulho de ser! Sou gordinho também e estou ficando careca! Não dou a mínima!
E fiquei muito indignado no dia que meu filho disse que não queria ser "pretinho" e eu disse: "Mas velho, você é! Pretinho igual ao papai!" e a mãe dele, muito branca: "vc é marron", e eu: "É negritinho, pretinho, tiçãozinho e pronto!". Será que ele pode me processar por bullying? Fala sério!
Será que o problema está na criança ou no pai que não aceita o que o filho é (ou o que ele mesmo é), não se senta com ele, diz rasgado a verdade na frente dele: "Olha meu filho, você tem orelha grande, vão te chamar de Dumbo na escola, mas papai te ama e vc tem a orelha menor que a minha!".
É possível fazer com que a criança entenda suas características físicas e não as odeie, mesmo quando elas não parecem tão boas assim?
Eu poderia ser frustrado, mas tenho orgulho de minhas características e ... sou muito feliz ... ainda não consegui pegar o negócio do Bullying ... vou aprender, mas isto está parecendo coisa de pedagogo que sempre foi "zoado" e nunca conseguiu "zoar" ninguém! Posso estar enganado, mas estou de saco cheio com isto! Estamos formando uma sociedade, no mínimo, estranha!

Sei lá, dê sua opinião aí!

PS.: A foto é da turminha do meu filho. Ele não está de short de uniforme (auahuahauhauh) e é o único pretinho nela (quando eu estudei 9 anos de minha vida lá, não tinham muitos neguinhos lá também, mas só me dei conta disto estes dias - auauhauahuha), será que alguem zuou ele? Se sim, pode ser bullying né? auahuahau! Sei lá, muito estranho!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Thalles Roberto em VR

O ex-Backing vocal da banda mineira, J-Quest, Thalles Roberto, esteve em Volta Redonda na última quinta-feira, eu acabei a minha aula de Inteligência Artificial para Engenharia de Computação no Centro Universitário de Barra Mansa e parti prá ver o show, já que este cara não para de tocar no som do meu carro ... meu filho, Lucas, de cinco anos, conhece todos os refrões dele, e eu realmente o acho um cara talentozissimo ...
E ele não decepcionou, grande vocal, grande pegada na guitarra e um show altamente espiritual onde ele explicou sua trajetória com o J-Quest e como se deu a sua conversão!
Várias voltas de desviados e várias conversões! O cara se põe nas mãos de Deus de deixa que Ele o use e as pessoas são tocadas pelo seu talento e sua história! Este é o ponto alto do show e o que importa de fato! Mas guitarrista é uma praga e aí vão os meus pensamentos ...
Thalles estava sozinho no palco com uma banda muito, muito aquém do seu talento, o único músico razoável era o guitarrista, mas o cara era razoável, ponto, conheço 10 guitarristas consagrados a Deus em Volta Redonda que adicionariam mais ao som do Thalles do que ele, o Fabinho mesmo, que abriu tocando prá Priscila daria um banho no garoto, e ele era o melhor da banda heim, tirou menos som com uma grande pedaleira e um bom amp que o Thalles ligado direto no amp!
Talvez seja a falta do tecladista, mas esta banda não faz jus a qualidade do Thalles, que tinha que lembrar o baterista a todo momento sobre o andamento e um baixista que é tão móvel e burocrático quanto um poste no palco (tem que avisar prá ele que se pode tocar as próprias idéias)! O cara da mesa era horrível também, sumiu com o Baixo e deixava sobrar muuuuuuuuuuitos delays ... você tem que ter um cara de confiança na mesa véio ou ele arrebenda o seu som!!!!!!!!
Thalles é um tremendo vocalista, com uma presença de palco marcante e com um talento maravilhoso e acho que ele deveria encontrar uma banda melhor, tem um monte de moleque bom por aí tocando por 300 ou 400 paus por show. No Geral o show foi bom, mas a banda deixou a desejar!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Mary Loo

Faz tempo que não apareço, mas tenho que escrever sobre estes caras!
Esta noite fui assistir a um irmão tocar, já tem um tempinho que ele montou junto com uma galera uma banda e está tocando profissionalmente. Ele me disse: "Pow neguim, aparece lá prá ver o som da galera!", o tempo não dava, mas ontem fomos: eu, meu padrinho Had e meu outro irmãozão Thiago ... assistir o "Magrelo" tocar com a sua banda MARY LOO.
Quando os caras começaram a tocar, eu fiquei chapado, muito som, véio, muito som! Um excelente repertório, altíssima vibe, grande presença de palco e som!
O Ranieri continua o mesmo: carismático, comunicativo, excelente vocalista, grande presença de palco. Sempre vejo nele a capacidade de fazer com que a banda funcione como uma banda (e não como um vocalista e um grupo de músicos) o que é raro nestes tempos!
O Rodrigo, putz o que dizer do Rodrigo: ví o moleque começando a tocar, tivemos uma banda juntos e já tinham me falado que ele estava tocando bem, você acredita, mas quer ver de perto (guitarrista é uma praga!), o muleque evoluiu muuuuuuuuuuiiiito mas muuuuuuuuuuuiiiito mesmo, linhas de baixo perfeitas um bom casamento com a batera, grande surpresa realmente está tocando muito o garoto!

O Magrelo é um caso a parte e eu nem gosto de escrever por que pareço suspeito, então, vou falar pouco: a batera do cara é: uma caixa, um condução, um corte, um chimbau, e um surdo (no lugar do bumbo), você olha e fala: "Vai sair um som magrinho dali!" e ae o sem vergonha sobe na batera e você fala: "Como é que este cara consegue tirar tanto som de tão pouco!" é uma aula da old school: "Menos é mais!" e neste caso MUITO MAIS. Só ao vivo prá entender o que eu estou falando, só prá ter uma noção dá uma olhadinha aqui:


Minha grande surpresa foi o guitarrista (acho que é Junior o nome dele depois eu vejo), eu não conhecia o cara, mas vamos falar sério ... eu sempre amei trio e tocar de trio é algo complicado, o guitarrista tem que dar equilíbrio prá banda e não ficar dando 550000 notas por minuto, não tem muita margem prá erro de ninguém, e como a harmonia está na mão do cara, ele tem que tocar no limite! Este cara é muito bom, um timbraço, tocando de maneira inteligente, o som grudado na bateria, riffs precisos e grande personalidade! Eu fiquei impressionado com o cara! Muito bom!

Dá uma olhada na banda ae!

Grande banda! Faz tempo que não vejo uma banda tão boa em Volta Redonda!
Valeu MARY LOO!


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Orgulho Voltaredondense ...

Éramos aproximadamente 20 torcedores no ginásio do SESI - VR no fim de 2008, quando pela primeira vez sentimos que o sonho de algumas pessoas (vulgos: Boca, Fadul e Dudu) começava a se concretizar: a elaboração de um time de Volei profissional na cidade!
Na época o time batia no Minas Tenis Club do Rio e os bateria na próxima semana para se sagrar campeão do Estado do Rio de Janeiro.
Depois disto, Dudu e Fadul, suaram a camisa e conseguiram, junto a Prefeitura Municipal de Volta Redonda, o apoio necessário para disputar a o campeonato carioca e a Liga B de 2009 (torneio classificatório para a Superliga do mesmo ano), o time profissional estava montado!
E no primeiro ano, conseguimos vencer o carioca e participamos da Superliga.
O desempenho na Superliga foi satisfatório, embora na minha opinião poderíamos chegar mais longe, os erros do primeiro ano aconteceram e acho que alguns foram resolvidos.
Hoje o time se sagrou Campeão dos Jogos Abertos Brasileiros Título nunca alcançado por nenhum time do estado do Rio de Janeiro!
Esta conquista é motivo de orgulho para a população Voltaredondense, tenho certeza que o time ainda nos trará muita alegria!
Parabéns Atletas!
Parabéns Fadul, Dudu, Boca e toda a comissão técnica!
Forte abraço à Todos!

domingo, 23 de maio de 2010

Brenda e Eu ...

Assistindo novamente Marley e Eu que, apesar de não chegar nem perto do livro, retrata bem o amor incondicional de um cão por seus donos e o apego adquirido pelos donos ... me senti um cara injusto.
Vou contar a história do início, que é bem parecida com a dos Grogans, quando me casei com Ana trabalhava bastante, inclusive à noite e ela queria uma companhia, queria também verificar se conseguia cuidar de algo vivo e achou que um cachorro seria um bom teste, como eu dificilmente falo não prá ela ... e ela disse: "Achei aqui um poodle Toy, vamos lá ... fomos".
Eu me simpatizei com o cachorro mais bagunceiro, e assim trouxemos a Brenda prá casa, era a cachorra dela, só no momento da compra, por que ela me escolheu como dono no primeiro dia, pulou no meu colo e fim de papo (dois meses depois compramos a Mel) para fazer companhia prá ela ...
A Brenda filhote era um terror, comeu sapatos, sandálias, Cds, os pés da mesa e das cadeiras, e o que podia comer. Diferente da Mel, cresceu muito mais do que um poodle toy podia crescer! Nunca foi adestrada, mas não precisava, era inteligente demais (diferente da Belinha - Cocker do meu filho), normalmente, necessitava de apenas uma repetição para aprender qualquer coisas.
Que tremenda companheira, na minha época de pouco sono era ela quem velava meus estudos, que sempre me recebia motivada, quem primeiro me dava um bom dia caloroso (bastava que eu me movesse na cama e ela estava lá para me cumprimentar e fazer uma festa, mesmo que fosse 3:30 da manhã). Que companheira!
Aprouve a Deus levá-la, em Julho completa três anos que ela partiu! Assistindo Marley, me lembrei do início da minha família e dos bons dias vividos com ela aqui em casa (os dias continuam bons aqui, só prá deixar claro - hoje nem tanto por que a Ana está pro Rio e a dupla [Lucas e a Belinha] roncam alto aqui perto de mim).
Me sinto injusto por nunca ter falado abertamente a o que Brenda representou prá mim, talvez por que ainda não consiga falar disto sem me tornar excessivamente emotivo, talvez por que tentasse esquecer, mas achei aqui um bom local!
Como sinto a falta da Brenda! Meu amor por ela nunca será esquecido!
Ela nunca será famosa como o Marley, mas sempre será minha Brendinha e estará guardada com muito carinho em nossas lembranças!

Que Descanse em Paz minha querida filha!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Arn - Não o Filme, o Livro!

Continuando minha fixação por séries históricas, mês li a de Arn, que virou um filme, não sei como os caras conseguem colocar o conteúdo de três livros em um filme, o pior é que tem neguinho que ama o filme, vai entender, de Jan Guillou.
O tema é o pré nascimento da Suécia, e como um bom garoto se torna um excelente guerreiro ...

A caminho de Jerusalem

Este é um livro puramente político, mostra como Arn nasceu, o início da influência da Igreja Cristã nos países Nordicos a estrutura de poder dos mesmos e a vida em um mosteiro da época. A estrutura política fortemente associada a famílias também é abordada. Arn demonstra seus talentos para armas muito cedo e é treinado por um templário no mosteiro para o qual é direcionado na infância, é enganado e enviado para se juntar aos cavaleiros templários, quando está mais velho! O livro leva mais ou menos 200 páginas prá esquentar, tem que ter paciência e disciplina (auahuahauh) depois a leitura fica fácil!

O Cavaleiro Templário

Apresenta Arn na Terra Santa como um comandante de fortaleza respeitadíssimo em toda a área de conflito na Terra Santa ... grandes batalhas são descritas, bem como as estruturas políticas existentes entre os Templários, o filme de Ridley Scott (Cruzada) lembra muito esta parte da trilogia e vários personagens do mesmo estão presentes no livro. Grandes batalhas são descritas e o funcionamento de conventos e o desenvolvimento da sociedade nórdica sueca também é tratada com carinho pelo autor. Arn fica rico de uma maneira muito interessante e o livro termina com ele voltando a sua terra natal!

O Novo Reino

Apresenta um Arn em busca da paz, como? Fortalecendo o exército da sua família! Ele organiza a cavalaria, que não era utilizada pelos Nórdicos, e a artilharia, com os arcos longos Ingleses terríveis em batalhas (Leia Azzincourt e/ou A busca do Graal [ambos do Bernard Cornwell]). Cria um exército em seu quintal e organiza grande parte do comércio da sua família, que já era bom! Boas batalhas são travadas até o fim deste.

É uma boa leitura, não é do nível dos livros de Conn Iggulden e de Bernard Cornwell, mas são bons livros! Existe ainda o Legado de Arn que conta a História de seu neto e do como a cidade de Stocolmo foi fundada! Quando conseguir um tempo para lê-lo, posto aqui!

Belos Dias e Longas Noites!