quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Império da Prata

Este é o quarto, e penúltimo, livro da série "O Conquistador" (o último livro foi lançado na Inglaterra, deve demorar mais dezoito meses para chegar por aqui) que conta a história do Império Mongol, a partir de Gensis Khan (os três volumes iniciais narram sua história).
Este livro mostra o canato de Ogedai, (um dos filhos de Gensis) e a campanha para o Oeste, comandada pelo General Tsubodai, que estendeu os domínios do Império até a Hungria.
Conn Iggulden apresenta a estrutura política Mongol da época, comandada por homens de gerra (Ogedai, Chagatai, Tsubodai e os netos de Gengis Khan), duros e que se apressavam em utilizar a força para impor suas vontades ao mundo que os rodeava. Assim o forte deste volume não está nas batalhas, cujas narrações são tão boas quanto as narrações de Bernard Cornwell, mas sim na descrição da estrutura  do grande império que se formava.
É muito legal ver a surra que os Cavaleiros Templários e os Cavaleiros Teutônicos levam dos exércitos mongóis, os caras eram uma máquina de gerra. 
A leitura é fácil e rápida. Recomendo e muito a série (bem como a série O Imperador - que conta a história de Júlio Cesar), mesmo faltando um livro, é diversão garantida!
Longos dias e belas noites!
   

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Forte

O livro de Bernard Cornwell é um romance que descreve a ocupação bem sucedida por uma pequena parte da força militar inglesa em Julho de 1779.
O Autor faz uma pesquisa ampla e notifica algumas falhas e invenções propositalmente inseridas no livro na Nota História do mesmo ...
Em linhas gerais o livro é bom, bem escrito, as escaramuças são descritas de maneira muito simples e envolvente. Os detalhes sobre os navios e as batalhas navais são um pouco longas e entediantes, mas servem para mostrar a terrível bagunça que foi a expedição à baía de Penobscot pelos Americanos, o que é chamado de maior derrota naval dos EUA até Pearl Harbor.
Normalmente leio romances sem pensar, mas é impossível fazer isto neste caso, este livro é um excelente contra-exemplo de liderança. Os líderes da campanha americana fazem tudo errado: não estabelecem uma linha de comando forte, não criam linhas de comunicação confiáveis, não inspiram seus liderados, não planejam bem, não colaboram entre si, não lideram de fato e estão mais interessados em quem levará o nome pela conquista de Majabigwaduce.
É, também, um bom exemplo do que pode acontecer quando se colocam pessoas que não são profissionais em pontos críticos de um empreendimento.
Os líderes ingleses são bem mais organizados e estão comprometidos com a causa: manter aquele pedaço de terra pertencente ao rei.
Em linhas gerais, o livro é bom e eu o recomendo, mas dos livros de Cornwell que li (A Busca do Graal, As Crônicas de Artur, As Crônicas Saxônicas [ainda incompleta]), O Condenado, Stonehenge e Azincourt) ele só bate O Condenado, mesmo assim a leitura é fácil.
Aconselho aos líderes.
Longos dias e belas noites.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

DDG Experience - Um pouco atrasado!

Fui a uma loja comprar um DVD de presente de natal a mim mesmo e lá me deparei com o DVD Oficina G3 - DDG Experience gravado em Julho de 2009 e lançado em setembro de 2010, tinha me esquecido completamente deste DVD e aí comprei ...


Fazia um tempo que não via um DVD de rock tão bom por aqui! Bem produzido, com um excelente instrumental, o vocalista na medida certa, sem exageros, excelente DVD (acho que os "filhos do Acústico" não gostaram muito e, consequentemente não divulgaram ... provavelmente acharam pesado demais, PENA)!!!!!
Juninho Afram e Duca Tambasco dispensam comentários, os caras arrebentam, seria chover no molhado.
Aposan toca demais, me lembro de quando ele apareceu prá substituir o Lufe, pensamos e comentamos: "Putz, mas o cara tocava pagode ... a banda vai ficar mais "leve" ainda.", melhor ficarmos quietos depois deste trabalho ...
Desta vez, FINALMENTE, posso dizer que o Jean tocou muito bem e se transformou num tecladista de rock ... e não aquele que toca tudo o que a guitarra toca em uma região diferente, como normalmente fazia, desta vez as partes de teclado realmente fazem a diferença, fora a presença de palco que sempre foi excelente.
Grande show!!!

Novamente me deparei com People Get Ready, uma canção escrita por Curtis Mayfield (http://www.youtube.com/watch?v=VQqTxK7VhSk) que foi gravada diversas vezes por um monte de gente. A primeira vez que escutei esta música foi no primeiro CD que comprei de um guitarrista chamado Jeff Beck (http://www.youtube.com/watch?v=MC8IbPObd1o&feature=related), show de bola o que os caras fizeram com a música.


As baladas continuam ótimas, mas não exageraram na dose como no Acústico: 


E fecharam com uma visitação à God gave rock and roll to you, também gravada por um monte de gente  (Petra [http://www.youtube.com/watch?v=aJIQl75fmho] e Kiss [http://www.youtube.com/watch?v=f1zDrzJT2Ss&feature=fvsr] por exemplo).


No fim das contas um grande DVD ... vale e muito a pena comprar.

Longos dias e Belas Noites.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Vingança em Paris - Livro

Este é o oitavo livro de Steve Berry publicado no Brasil. Comecei a ler livros deste autor a uns quatro anos, e é sensível o desenvolvimento do autor. Seus livros são, normalmente romances policiais baseados em fatos (muitas vezes boatos) históricos bem interessantes.
Vingança em Paris apresenta uma história sobre o tesouro escondido de Napoleão Bonaparte. O principal personagem em cinco dos oito livros de Berry, e nesta também, é Cotton Malone - um ex-agente de uma agência de Inteligência Norte Americana, é uma espécie de mistura entre Jonathan Heart (Casal 20), McGayver e Magnum (Quem é da minha época vai gostar do cara ... eheheheh).
O livro apresenta alguns dos principais pontos turísticos de Paris, e dá uma visão geral da vida de Napoleão Bonaparte, principalmente do fim da vida do mesmo.
É um romance bem escrito e vale a pena conferir (se você gosta de ler por diversão) ...
O único livro de Berry que eu desaconselho totalmente é O Terceiro Segredo (uma cópia mal feita de Anjos e Demônios de Dan Brown), os outros são interessantes ... ele está melhorando ...
Belos dias e Longas Noites!!!!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Agridoce??? Muito doce! Melado!!!

Ontem acabei minha aula no Centro Universitário de Barra Mansa e como já tinha lecionado nos três períodos do dia, resolvi dar uma passada no show da banda Agridoce, que é um projeto paralelo da cantora Pitty e Martin (Guitarrista da Pitty [Banda]). A banda é composta por Pitty - Piano e voz, Martin - Violão, um Tecladista (que estava encarregado de fazer baixo e outros sons eletrônicos) e um percursionista., confiando que poderia ser algo bem legal e um pouquinho de rock sempre vai bem, ainda mais nesta época do ano.
Grande Erro! Que coisa horrorosa! Músicas sofríveis, lentas demais, a Pitty abordando o piano como se fosse uma guitarra rock disparando power cords na região aguda e nos fazendo sofrer nas frases pentatônicas executadas repetida e lentamente, o baixo executado pelo teclado não tinha pegada suficiente (o pior é que eu acho que essa era a intenção) e coitado do percursionista que não podia fazer nada prá melhorar o som ... ruim mesmo!!!
Coisas boas: 1 - A iluminação era muito boa, bem legal mesmo; 2 - a voz da Pitty que não estava tão esganiçada. Parece que as músicas foram feitas a dois tons abaixo do que aquelas cantadas com a banda Pitty e ficou perfeito para o tipo de som que o Agridoce possui, o que não ajudou muito pq as músicas são péssimas!
Aguentei três músicas e meia, e acho que fui um dos que mais ficou por lá ...
Sofrível!!!!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Não zoe! Isto é Bullying!

Meu filho está muito grande, tivemos que comprar novos uniformes prá ele este ano, entretanto ele chegou no carro chorando, dizendo que não voltaria mais à escola por que seus amigos "o estavam Zoando" (palavras dele), o short era pequeno e sua cueca estava para fora! Ele é um doce de criança, tem cinco anos, é grande, mas os amigos dão cascudo nele e agente diz que não pode revidar e muito menos bater primeiro, os pequenos são "brabos" e de vez em quando ele toma um esfrega, sabe como é, né?
Quando eu tinha a idade de meu filho, meu irmão, 10 anos mais velho, e seus amigos brincavam na rua a diversão deles era me atormentar, ficavam em diversos pontos da rua gritando: Neguinho, pretinho, tiçãozinho, e outros adjetivos pejorativos. Por que? Para que eu, que era dos pequenininhos, dos "brabos", corresse atrás deles com paus, pedras e o que eu achasse pela frente, eu ficava muito nervoso, até que um dia minha mãe me perguntou, "por que você está nervosinho? Você pretinho mesmo, é neguinho mesmo, é toquinho de braúna mesmo e é feinho mesmo!". Que choque! Nunca mais sofri bullying. Todos os meus amigos me chamam de "Neguinho" e eu chamo todos os meus amigos de "Neguinho", apelidos tive vários, cascudo tomei vários, me passaram pasta de dentes em retiro espiritual, me jogaram no latão de lixo (onde meu filho estuda), fui "zoado" muito e sou até hoje ... ainda não peguei esta de bullying ...
Eu concordo com a questão física, se o valentão está tentando se impor sobre o mais fraco e o intimidando, acho que é bullying, esta eu captei facil, o irmão do Ademir Correa, que ia direto prá lata de lixo no CIBA, iria processar uma galera na minha época, inclusive eu (auahuahuahahu). Agora não estou bem certo com relação à características que deveriam ser aceitas pelas pessoas que as possuem. Não sei se é preconceito chamar um negro de negrinho, deveriam chamar de que? Branquinho? Putz é uma característica minha ... sou negrinho mesmo, tenho o maior orgulho de ser! Sou gordinho também e estou ficando careca! Não dou a mínima!
E fiquei muito indignado no dia que meu filho disse que não queria ser "pretinho" e eu disse: "Mas velho, você é! Pretinho igual ao papai!" e a mãe dele, muito branca: "vc é marron", e eu: "É negritinho, pretinho, tiçãozinho e pronto!". Será que ele pode me processar por bullying? Fala sério!
Será que o problema está na criança ou no pai que não aceita o que o filho é (ou o que ele mesmo é), não se senta com ele, diz rasgado a verdade na frente dele: "Olha meu filho, você tem orelha grande, vão te chamar de Dumbo na escola, mas papai te ama e vc tem a orelha menor que a minha!".
É possível fazer com que a criança entenda suas características físicas e não as odeie, mesmo quando elas não parecem tão boas assim?
Eu poderia ser frustrado, mas tenho orgulho de minhas características e ... sou muito feliz ... ainda não consegui pegar o negócio do Bullying ... vou aprender, mas isto está parecendo coisa de pedagogo que sempre foi "zoado" e nunca conseguiu "zoar" ninguém! Posso estar enganado, mas estou de saco cheio com isto! Estamos formando uma sociedade, no mínimo, estranha!

Sei lá, dê sua opinião aí!

PS.: A foto é da turminha do meu filho. Ele não está de short de uniforme (auahuahauhauh) e é o único pretinho nela (quando eu estudei 9 anos de minha vida lá, não tinham muitos neguinhos lá também, mas só me dei conta disto estes dias - auauhauahuha), será que alguem zuou ele? Se sim, pode ser bullying né? auahuahau! Sei lá, muito estranho!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Thalles Roberto em VR

O ex-Backing vocal da banda mineira, J-Quest, Thalles Roberto, esteve em Volta Redonda na última quinta-feira, eu acabei a minha aula de Inteligência Artificial para Engenharia de Computação no Centro Universitário de Barra Mansa e parti prá ver o show, já que este cara não para de tocar no som do meu carro ... meu filho, Lucas, de cinco anos, conhece todos os refrões dele, e eu realmente o acho um cara talentozissimo ...
E ele não decepcionou, grande vocal, grande pegada na guitarra e um show altamente espiritual onde ele explicou sua trajetória com o J-Quest e como se deu a sua conversão!
Várias voltas de desviados e várias conversões! O cara se põe nas mãos de Deus de deixa que Ele o use e as pessoas são tocadas pelo seu talento e sua história! Este é o ponto alto do show e o que importa de fato! Mas guitarrista é uma praga e aí vão os meus pensamentos ...
Thalles estava sozinho no palco com uma banda muito, muito aquém do seu talento, o único músico razoável era o guitarrista, mas o cara era razoável, ponto, conheço 10 guitarristas consagrados a Deus em Volta Redonda que adicionariam mais ao som do Thalles do que ele, o Fabinho mesmo, que abriu tocando prá Priscila daria um banho no garoto, e ele era o melhor da banda heim, tirou menos som com uma grande pedaleira e um bom amp que o Thalles ligado direto no amp!
Talvez seja a falta do tecladista, mas esta banda não faz jus a qualidade do Thalles, que tinha que lembrar o baterista a todo momento sobre o andamento e um baixista que é tão móvel e burocrático quanto um poste no palco (tem que avisar prá ele que se pode tocar as próprias idéias)! O cara da mesa era horrível também, sumiu com o Baixo e deixava sobrar muuuuuuuuuuitos delays ... você tem que ter um cara de confiança na mesa véio ou ele arrebenda o seu som!!!!!!!!
Thalles é um tremendo vocalista, com uma presença de palco marcante e com um talento maravilhoso e acho que ele deveria encontrar uma banda melhor, tem um monte de moleque bom por aí tocando por 300 ou 400 paus por show. No Geral o show foi bom, mas a banda deixou a desejar!
Uma música do show ...